Como tratar o transtorno obsessivo-compulsivo na infância?

A criança com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) pode ser efetivamente tratada, especialmente se o transtorno for diagnosticado no início. Geralmente é usada uma combinação de psicoterapia e medicação.

Antes de iniciar o tratamento do paciente em si, o profissional da saúde mental faz uma avaliação que inclui: exame físico, de saúde, nível de maturidade, estado médico, gravidade dos sintomas, presença ou ausência de distúrbios simultâneos, nível de tolerância para certos medicamentos, tolerância para certas estratégias terapêuticas e expectativas para o rumo que a doença pode tomar.

Um número considerável de crianças com transtorno obsessivo-compulsivo tem comorbidades, ou seja, possui mais de um transtorno ao mesmo tempo, que também requerem tratamento.

A estratégia de terapia para tratamento do TOC na infância normalmente envolve a abordagem cognitivo-comportamental. Por sua vez, os inibidores seletivos da reabsorção de serotonina (ISRS) representam a classe mais eficaz de medicamentos.

O profissional de saúde mental também pode recomendar a terapia familiar, porque os pais desempenham um papel fundamental no tratamento e na recuperação de seus filhos com TOC.

Kit para ajudar a garotada

O livro ‘Poltoc e os pensamentos ET: ajudando a criança a lidar com o transtorno obsessivo-compulsivo’, escrito pelos psicólogos Heitor Hirata e Simone Gabriel, faz parte de um kit da editora RIC Jogos para ajudar na compreensão e no tratamento da doença na infância.

Direcionada a crianças de 6 a 12 anos com transtorno obsessivo-compulsivo ou queixas de pensamentos intrusivos acompanhados de ansiedade leve ou moderada, a obra pode ser lida com os pequenos em casa, mas também é um recurso para profissionais da saúde mental trabalharem o TOC na prática clínica.

Ilustrado por Rodrigo Faccio, o livro conta a história do urso polar Poltoc, que guia a narrativa e auxilia a criançada a ter recursos para entender a natureza de suas obsessões e, ao mesmo tempo, compreender como seus comportamentos compulsivos as alimentam ainda mais.

Apresenta uma metodologia lúdica para ensinar a garotada a conviver com esses pensamentos intrusivos, chamados no texto de pensamentos ET.

Dispõe de anexos para download com atividades e reflexões sugeridas pelos autores para um melhor entendimento do assunto abordado.

E para contribuir na ludicidade das atividades com os pequenos, o kit da publicação inclui o boneco Poltoc (versões menino e menina) e um baralho interativo com cartas de pensamentos.

Sobre os autores

Heitor Hirata é psicólogo clínico especialista em terapias comportamentais contextuais pelo Centro de Estudos da Família e do Indivíduo (CEFI). Também é mestre e doutor em psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e terapeuta certificado pela Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC).

Simone Gabriel é psicóloga clínica especialista em psicologia clínica e escolar pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Pós-graduada em psicopedagogia aplicada aos portadores de necessidades educativas especiais com docência superior pela Escola Superior de Ensino Helena Antipoff, também possui formação em terapia cognitivo-comportamental pelo Centro de Psicologia Aplicada e Formação do Rio de Janeiro (CPAF-RJ). Tem, ainda, aperfeiçoamento em terapias comportamentais contextuais de terceira geração pelo CEFI e pelo Centro Integral de Psicoterapias Contextuais (CIPCO).

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