Emoções na infância: como ajudar a criança a identificá-las?

O conhecimento e a identificação das emoções na infância são fundamentais para o pleno desenvolvimento da criança. Percebê-las, reconhecê-las e compreendê-las devidamente tornam possível lidar com cada uma delas e contribuem para o equilíbrio emocional da pessoa.

As emoções primárias estão presentes desde o nascimento e auxiliam no desenvolvimento psíquico e na formação motora. De modo geral, há um consenso de que são a alegria, a tristeza, o medo, a raiva e o nojo. Para alguns autores, o amor também é uma delas.

Diferentemente das emoções primárias, as secundárias não nascem com os seres humanos. São produzidas como resultado do crescimento do indivíduo, da interação com os demais e da combinação das emoções primárias.

Alguns exemplos de emoções secundárias são culpa, constrangimento, desprezo, complacência, entusiasmo, orgulho, prazer, satisfação e vergonha.

Utilidade

Todas as emoções, até mesmos as negativas, são importantes. O nojo, por exemplo, é útil para a sobrevivência, pois faz com que as pessoas saibam diferenciar o que é bom ou ruim na alimentação. Já o medo ajuda para a proteção em situações perigosas.

Por isso, conhecer e identificar as emoções na infância, assim como saber que é natural senti-las, facilitam o desenvolvimento, o amadurecimento e os relacionamentos interpessoais saudáveis.

Viver em sociedade se torna mais fácil quando as pessoas conseguem entender as suas emoções e as dos outros, pois isso pode ajudar a evitar ou a solucionar conflitos com maior facilidade desde muito cedo.

Incentivo

Ensinar as crianças a identificarem e a lidarem com as emoções na infância é tarefa que cabe aos adultos e que deve ser colocada em prática o quanto antes para a formação de indivíduos equilibrados emocionalmente.

Crianças que conseguem dizer “eu estou bravo com você” ou “isso está me magoando” têm mais chances de resolverem seus conflitos de forma pacífica em vez de terem um ataque de raiva ou partirem para a agressão.

O primeiro passo que deve ser dado pelos pais ou outros responsáveis, assim como educadores e terapeutas, é ensinar os pequenos a reconhecerem e a nomearem as emoções.

É importante que os mais novos aprendam palavras como feliz, triste e medo. Os mais velhos podem aprender palavras mais complexas, como frustrado, desapontado e nervoso.

Empatia

Para que os indivíduos saibam como lidar com as emoções na infância, também é importante que os adultos chamem a atenção sobre as emoções das outras pessoas, visando à empatia.

Se o pequeno compreende, por exemplo, que empurrar os colegas no chão pode machucá-los e magoá-los, haverá menos probabilidade de ele agir dessa maneira.

Oportunidades

Criar oportunidades para falar sobre as emoções é outra atitude que cabe aos adultos. Perguntar todos os dias às crianças como elas estão se sentindo é uma maneira de incentivá-las a dialogarem sobre e a regularem as emoções na infância.

Importante destacar, ainda, que não existe emoção certa ou errada; quando canalizadas de forma positiva, elas promovem a ação.

Portanto, quando as crianças identificarem as suas emoções, independentemente se a atitude foi positiva ou não, deve-se elogiar o fato do reconhecimento e conversar com elas sobre o que poderia ter sido diferente e se houve ou não consequências.

Recursos lúdicos

O ‘Jogo da memória – Emoções’, da editora RIC Jogos, foi criado com o objetivo de auxiliar a garotada a conhecer as 20 principais emoções. A criança pode formar os pares valendo-se das figuras de meninos e meninas ou, se já for alfabetizada, por meio dos nomes das emoções.

Direcionado ao público acima dos cinco anos de idade, o recurso lúdico pode ser utilizado nos contextos familiar e/ou clínico.

O livro ‘Aqui me sinto… Identificando as emoções nos ambientes’, de autoria de Ricardo Gusmão, é outra ferramenta terapêutica da RIC Jogos que aproxima a criança do mundo das emoções de forma lúdica e didática, auxiliando-a a refletir sobre sua rotina e possibilitando que identifique quais emoções sente nos locais que frequenta.

Tem como público-alvo crianças a partir dos quatro anos de idade e vem acompanhado de uma cartela de transfer com dez ilustrações de emoções nas versões menina e menino.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.