Importância do reconhecimento das emoções na infância

O reconhecimento das emoções na infância, assim como saber que é natural senti-las, facilita o desenvolvimento pleno das crianças, o amadurecimento e o relacionamento interpessoal harmoniosos. Contribui, portanto, para a formação de adultos saudáveis e autônomos.

Viver em sociedade se torna mais fácil quando as pessoas conseguem entender as suas emoções e as dos outros, pois isso pode ajudar a evitar ou a solucionar conflitos com maior facilidade desde muito cedo.

Todas as emoções, até mesmos as negativas, são importantes para os seres humanos. O nojo, por exemplo, é útil para a sobrevivência, pois faz com que as pessoas saibam diferenciar o que é bom ou ruim na alimentação. Já o medo ajuda para a proteção em situações perigosas.

Silêncio

Por outro lado, se o indivíduo é estimulado a não expressar suas emoções na infância, mesmo que pareça resolver uma situação momentaneamente, tal atitude contribui, a longo prazo, para ele aprender a guardá-las. E esse silêncio pode gerar sérios problemas ao seu desenvolvimento psicológico e social.

Reprimir as emoções na infância pode causar fraqueza emocional e mental, baixa autoestima, falta de empatia e autenticidade, além de problemas comportamentais.

Quando os adultos não buscam entender e traduzir cada lágrima, grito e desconforto das crianças, quando rejeitam e não dão importância às emoções delas, estão contribuindo para que elas não aprendam a se expressar.

Consequentemente, estão formando adultos incapazes de lidarem com as próprias emoções e também com as emoções das outras pessoas, afetando o convívio social.

Estratégia

A educação emocional no desenvolvimento infantil, portanto, é uma estratégia fundamental de promoção da saúde mental e prevenção de distúrbios psíquicos ao longo do ciclo vital.

Aprender a reconhecer e nomear as emoções logo cedo abre portas para um aprendizado através do sentir, o que contribui para processos cognitivos e executivos, como a tomada de decisão, resolução de problemas e mediação de conflitos.

Trata-se de um processo educativo direcionado a conhecer, nomear as emoções, reconhecer a presença delas, seus gatilhos, prestar atenção no que elas falam sobre cada indivíduo e o que elas querem transmitir de informação. Sendo assim, envolve várias ações. E as pessoas não nascem sabendo tudo isso; precisam aprender.

Nessa caminhada, pais e outros responsáveis, assim como professores, são as primeiras referências das crianças e, portanto, personagens fundamentais no desenvolvimento infantil.

Etapas

A educação emocional envolve várias etapas, que passam por conhecer e nomear as emoções, aprender a reconhecê-las, aprender que todas as emoções são importantes para o autoconhecimento, tanto as agradáveis como as desagradáveis, e que todas elas têm algo a ensinar.

Por isso, praticar a educação emocional proporciona vários benefícios no desenvolvimento infantil, tais como autoconhecimento, autorrespeito, autocuidado, assertividade na comunicação e nas relações interpessoais e equilíbrio.

Recursos lúdicos

Nem todas as crianças têm facilidade em reconhecer, nomear e, portanto, lidar com as emoções de forma efetiva. O livro ‘Praça das Emoções – Pôster de colorir & atividades’ possibilita que, de forma lúdica, a garotada identifique as emoções através das expressões dos personagens.

O cenário é de um ambiente conhecido pelos pequenos, o que auxilia no reconhecimento dessas expressões de forma natural e cotidiana. Dessa forma, a conversa sobre as emoções ocorre à medida que percorrem as páginas, tornando a psicoeducação das emoções mais divertida e adequada para a linguagem infantil.

A obra, voltada a crianças a partir dos sete anos de idade, é de autoria de Ricardo Gusmão, conta com ilustrações de Marcos Malacarne e foi publicada pela editora RIC Jogos.

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