Qual a relação entre a depressão e o suicídio?

A relação entre a depressão e o suicídio é direta, pois 96,8% desses casos fatais registrados estão associados a histórico de transtornos mentais, especialmente os de humor. E como se trata de distúrbios que têm tratamento, as mortes podem ser evitadas. É importante destacar que a intervenção correta pode salvar vidas.

Conhecida com o mal do século, a depressão é uma doença quase sempre silenciosa que afeta milhares de pessoas, muitas sem o devido diagnóstico e tratamento. Entre 50% e 60% dos indivíduos que tiraram a própria vida nunca consultaram um profissional de saúde mental ao longo da vida.

DIFERENÇAS

Há importantes diferenças entre tristeza e depressão. A tristeza é uma emoção primária, ou seja, é universal e todas as pessoas sentem em algum grau e é natural que ela apareça no dia a dia. É ativada quando as pessoas passam por situações difíceis, quando algo que gerou boas expectativas não ocorre, até mesmo quando são ativadas memórias significativas.

No entanto, quando a tristeza vira frequente, acompanhada de apatia e impacto na rotina do indivíduo, provavelmente está ligada a um quadro depressivo. A depressão é um transtorno psiquiátrico muitas vezes incapacitante que apresenta tristeza profunda, desesperança, baixa autoestima, modificações no sono, na alimentação, entre outros.

CAUSAS E SINTOMAS

A depressão tem causas multifatoriais. Isso significa que envolve um conjunto de fatores genéticos, biológicos (disfunções na sinalização cerebral de neurotransmissores), do ambiente e da cultura em que as pessoas estão inseridas.

De acordo com o Manual de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5), a depressão se caracteriza pelos seguintes sintomas: humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias; acentuada diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades; perda ou ganho significativo de peso sem estar fazendo dieta.

Inclui, ainda, insônia ou hipersonia quase todos os dias; agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias; fadiga ou perda de energia quase todos os dias; sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva; capacidade diminuída para pensar ou se concentrar; e pensamentos recorrentes de morte.

Para o diagnóstico, é necessário que o indivíduo apresente ao menos cinco dos sintomas acima mencionados. E é fundamental buscar um profissional da saúde (psiquiatra ou psicólogo), que fará a avaliação dos mesmos e a indicação do tratamento necessário para a melhora.

PENSAMENTOS SUICIDAS

É importante destacar que nem sempre uma pessoa que possui transtornos depressivos tende a querer tirar a própria vida. Essa vontade está muito ligada a fatores como a gravidade do quadro de depressão, o uso abusivo de álcool e outras drogas, acontecimentos pessoais, como diagnóstico de uma doença e perdas de entes queridos, e existência de traumas, como abusos na infância.

A vontade de escapar desses problemas do mundo real faz com que quem sofre do mal veja na morte uma solução para se livrar disso. Por esse motivo, apoiar uma pessoa que está com depressão e buscar o auxílio de profissionais especializados o quanto antes são medidas fundamentais para que ela não chegue às vias de fato.

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