Mindfulness: como a atenção plena auxilia no cotidiano

Mindfulness (atenção plena), uma das técnicas utilizadas nas terapias cognitivo-comportamentais de terceira geração, consiste em uma série de exercícios de meditação para levar o indivíduo a se concentrar completamente no presente. Dessa forma, suas preocupações com passado e futuro dão lugar à consciência avançada do agora.

Através da prática, as pessoas exercitam a percepção de seus pensamentos, sensações corporais e de suas emoções, o que permite prestarem atenção à experiência real sem filtros e sem julgamentos. Isso possibilita desenvolver autoconhecimento e maior controle das reações diante de diversas situações.

Entre os vários benefícios atribuídos à atenção plena, estão a melhoria da cognição, a diminuição das distrações do cérebro, a redução do estresse e da ansiedade, a prevenção da depressão e o aumento da satisfação com o corpo.

ORIGEM

Embora mindfulness esteja em alta nos dias de hoje, a técnica é milenar. Sua origem remonta a uma tradição budista que começou 500 anos antes do nascimento de Cristo. Mas foi o médico norte-americano Jon Kabat-Zinn que passou a estudá-la e utilizá-la como um método terapêutico a partir do final da década de 1970.

Como já foi comprovado por estudos científicos, a atenção plena tem relação próxima com a capacidade de concentração. Os exercícios de mindfulness treinam a consciência para, quando a pessoa está desatenta, perceber e conseguir redirecionar a atenção.

A frequência do treino desenvolve a neuroplasticidade – adaptação do cérebro – e faz com que voltar ao foco se torne uma habilidade. E isso é o mais importante, porque as distrações sempre vão depender de várias circunstâncias, algumas delas externas.

MELHORIAS

A prática de mindfulness é geralmente associada a melhorias no ambiente de trabalho, por proporcionar maior consciência em relação às reações e às respostas, aumento da capacidade de concentração, maior tolerância emocional, controle da ansiedade, entre outros.

No entanto pesquisas mostram cada vez mais os benefícios físicos e psicológicos que o mindfulness proporciona para pessoas com diferentes patologias, incluindo transtornos mentais. Isso porque a meditação contribui, por exemplo, para a melhora da função cardíaca, do sistema imunológico, da qualidade do sono e na regulação emocional.

PONTO DE ATENÇÃO

As formas mais simples de praticar mindfulness são baseadas em criar um ponto de atenção, chamado de âncora. Para que haja progresso, os exercícios devem ser feitos com regularidade, em ambientes silenciosos e posições confortáveis.

Uma das práticas básicas para iniciantes leva três minutos. De olhos fechados, a pessoa foca a atenção no corpo – pode ser para as sensações físicas ou até pensamentos e sentimentos. Em seguida, se concentra em movimentos ou sensações da respiração. E, o terceiro passo, volta a atenção para o corpo, incluindo as percepções do local.

Mindfulness da respiração também consiste em levar a atenção para o corpo, que serve como a âncora. Mas, nesse caso, é preciso deixar que a mente divague naturalmente. Então, ao perceber a distração, levá-la de volta para o corpo. O ideal é fazer isso quantas vezes forem necessárias durante o tempo de prática do exercício.

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