Prejuízos da síndrome de burnout nas relações interpessoais

Uma pessoa com síndrome de burnout tem sua vida prejudicada nos âmbitos profissional e pessoal. Ela passa a sofrer com os efeitos negativos do esgotamento em diversos aspectos, incluindo os relacionamentos com os colegas, familiares e amigos.

O estresse crônico que é experimentado na síndrome de burnout impossibilita o profissional de trabalhar tão eficientemente como antes. Frequentemente, isso resulta em tarefas incompletas e no aumento da procrastinação.

Esses funcionários veem a rotina se tornar uma bola de neve. Quanto mais estresse sentem, menos produzem. E quanto menos produzem, mais são cobrados, criando um ciclo que prejudica a empresa e a saúde do trabalhador.

CONCENTRAÇÃO AFETADA

O cansaço físico e mental prejudica a concentração, porque a pessoa com síndrome de burnout não tem energia nem disposição para se dedicar às suas tarefas.

O estresse agrava ainda mais essa condição, pois o indivíduo tenta se obrigar a cumprir seus deveres, mas sem sucesso.

Ao mesmo tempo, existe a preocupação com todas as outras atividades e os compromissos que requerem a sua atenção.

O esgotamento também tem reflexo sobre a opinião que o profissional tem de si mesmo. Ele pode sentir que está fracassando no cumprimento das suas funções, uma vez que não consegue mais alcançar o mesmo desempenho e a produtividade de antes.

Como consequência, se manifesta a insegurança, tanto para dar continuidade às suas atividades laborais, quanto para aceitar novos desafios. Algumas pessoas com síndrome de burnout podem ficar temerosas com relação ao seu futuro na empresa, com medo de perder o emprego.

NEGATIVIDADE

Com os compromissos e as tarefas se acumulando, o estresse aumentando, o cansaço e o esgotamento o consumindo, o profissional não consegue mais ter uma visão otimista. Sendo assim, outra consequência é a negatividade.

Como o trabalhador com síndrome de burnout vê que muito depende dele mesmo para mudar e não consegue promover essa mudança, não encontra uma saída. Então, tem sempre a sensação de que nada vai dar certo e de que não será possível sair da situação.

A síndrome também leva à desesperança. Há um desânimo generalizado e o indivíduo deixa de acreditar que vai encontrar uma solução para os problemas que está vivenciando e, consequentemente, se sente consumido.

Por essa razão, também sente ter sido derrotado pelos problemas, o estresse, as cobranças e tudo aquilo que está desencadeando o esgotamento.

SENTIMENTO DE INCOMPETÊNCIA

Dificilmente quem tem a síndrome de burnout busca ajuda, porque não entende que se trata de um problema de saúde.

Quando percebe que não está conseguindo cumprir suas funções e não vê uma saída, se sente incompetente. Ele não enxerga as suas qualidades e acredita ser inferior aos demais, já que não tem a capacidade de cumprir o que antes fazia.

Vivenciando momentos de extrema pressão e cobrança, inclusive partindo de si mesma, é natural que a pessoa com síndrome de burnout manifeste mudanças repentinas de humor.

Elas estão relacionadas às alterações na química do cérebro, com uma liberação excessiva de cortisol em detrimento da produção de neurotransmissores, que geram as sensações de felicidade e bem-estar.

OUTRAS CONSEQUÊNCIAS

No ambiente ocupacional, o trabalho em equipe é totalmente prejudicado, pois o funcionário com síndrome de burnout perde a capacidade de compreender o sentimento ou a reação das outras pessoas e diminui a habilidade de compreender emocionalmente o outro.

Dessa forma, o trabalhador acaba não se envolvendo com os problemas e as dificuldades de seu time, diminuindo a produtividade como um todo.

O desinteresse e o corte de relações e comunicação interpessoal também acabam prejudicando a relação e o atendimento de clientes.

As consequências ainda englobam queda da produtividade da empresa, acidentes de trabalho, afastamentos médicos e processos administrativos.

ISOLAMENTO

A tendência é que o profissional com síndrome de burnout se mantenha isolado das demais pessoas. Ele evita o contato social, preferindo manter-se na reclusão dos seus próprios pensamentos, seja pela falta de disposição em interagir, seja para não se sentir ainda mais estressado.

Esse isolamento ocorre tanto no ambiente ocupacional quanto no âmbito pessoal, gerando prejuízos também no relacionamento familiar e com os amigos.

Mesmo tendo sua origem desencadeada primordialmente por uma relação inadequada com o trabalho, os efeitos da síndrome de burnout não reconhecem limites. Em muitos casos, os primeiros sinais e sintomas são vistos até mesmo fora do ambiente ocupacional, especialmente pelas pessoas mais próximas.

Se não houver conhecimento da situação e apoio familiar e dos amigos, ocorre piora nas relações interpessoais.

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