Recursos lúdicos na Terapia Cognitivo-Comportamental

Os recursos lúdicos são muito importantes na psicoterapia infanto-juvenil com a abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental. Isso porque crianças e adolescentes podem ter maiores dificuldades em prestar atenção, identificar e monitorar suas emoções e seus pensamentos. Nesse contexto, as atividades divertidas facilitam a eles expressarem suas experiências, preocupações e seus conflitos.

Por isso mesmo, o terapeuta deve dispor de uma sala com vários tipos de brinquedos e jogos que favoreçam a interação com a garotada. Tais ferramentas devem ser escolhidas de acordo com os objetivos que o profissional pretende alcançar no tratamento e adaptadas à faixa etária e às habilidades cognitivas de cada paciente.

Entre os exemplos de recursos lúdicos que podem ser utilizados na Terapia Cognitivo-Comportamental com crianças e adolescentes, estão materiais para desenhar e pintar, argila para modelar, bonecos da família, fantoches e animais. Também são importantes jogos estruturados, tanto cooperativos, quanto competitivos, que permitem a avaliação dos processos do indivíduo.

EMOÇÕES

Independentemente do diagnóstico do paciente, é importante que ele consiga identificar suas emoções e as dos outros. Para ajudá-lo nesse sentido, a TCC pode utilizar recursos lúdicos como baralhos, jogos e livros.

São ferramentas que promovem o reconhecimento e a regulação emocional, ou seja, a capacidade do indivíduo de lidar com situações estressantes e desafiadoras de maneira saudável e adequar seu comportamento diante dessas situações.

Além disso, o jogar desperta diversas emoções nos jogadores. Na psicoterapia infanto-juvenil, através da observação dos movimentos durante o jogo, o terapeuta consegue perceber como o paciente lida com diferentes situações: se é mais cauteloso ou arrojado, se é impulsivo ou planeja as suas jogadas, se é agressivo ou defensivo.

Da mesma forma, é possível perceber o nível de compreensão e aderência em relação às regras, ou seja, se o paciente apresenta segurança para fazer as jogadas.

HABILIDADES SOCIAIS

Entre as habilidades sociais que podem ser desenvolvidas por meio dos recursos lúdicos, consta a empatia, que pode ser trabalhada desde o momento em que a pessoa está aguardando para poder fazer sua jogada até quando ganha ou perde o jogo.

Por sua vez, a tolerância à frustração pode ser trabalhada desde a jogada não ter o resultado desejado até o perder a partida.

Comunicação, autonomia, iniciativa, segurança e capacidade de tomar decisões são outras habilidades que podem ser desenvolvidas com a utilização de jogos, assim como flexibilidade e resolução de problemas. Os recursos lúdicos permitem às pessoas lidarem com imprevistos e a pensarem em formas diferentes de alcançarem os resultados almejados.

Para desenvolver o controle de impulsividade e ansiedade, assim como a capacidade de planejamento, são indicados jogos que envolvem estratégias. O objetivo é trabalhar a habilidade de pensar antes de agir e avaliar as consequências de fazer algo impulsivamente.

Os recursos lúdicos também podem ser utilizados para o desenvolvimento da capacidade de lidar com regras, afinal, todo jogo tem uma regra que precisa ser seguida. A partir daí, também é possível trabalhar a organização.

Os jogos ainda são instrumentos excelentes para trabalhar a persistência, porque só é possível saber quem ganhou quando se chega ao final. Sair do jogo antes de acabar é certeza de perder, uma metáfora importante que se leva para a vida real.

JOGO

O jogo ‘Como sou? Como me vejo?’, publicado pela RIC Jogos, foi criado pela psicóloga Ariádny Abbud para crianças a partir dos 7 anos de idade. Fundamentado cientificamente na Terapia Cognitivo-Comportamental, apresenta diversas possibilidades de intervenção terapêutica.

Entre elas, psicoeducar sobre as emoções, monitorar o humor, verificar como o paciente se enxerga, identificar pensamentos, identificar crenças e fazer reestruturação cognitiva. Também auxilia no diagnóstico de transtornos alimentares.

Esse recurso lúdico disponibiliza várias peças para montar, como diferentes formatos de corpo humano, tipos de expressões faciais, peças de cabelo, sinalizadores de emoções, óculos e balões de pensamentos.

Tem como objetivos verificar como o paciente se enxerga em relação ao seu corpo e a si próprio, trabalhar os pensamentos e sentimentos associados à autoimagem e possibilitar a mudança comportamental através de possibilidades de ação.

O jogo ‘Como sou? Como me vejo?’ está disponível no portal da editora RIC Jogos.

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