Transtornos de comportamento: como realizar intervenções?

Nos casos de transtornos de comportamento externalizantes e internalizantes infanto-juvenis, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) tende a surtir efeito de maneira mais assertiva em menos tempo na prática clínica quando aplicada logo que surgirem os primeiros sintomas.

Isso porque o psicoterapeuta, ao perceber os pontos-chaves da mudança, consegue atuar de maneira mais precisa sem que a criança ou o adolescente prolongue o estado psicológico prejudicial.

Um distúrbio mental pode se apresentar quando um ou mais comportamentos habituais da garotada tornam-se incoerentes com o meio social. Fobias excessivas, preocupações com situações corriqueiras ou até mesmo a falta de foco em tarefas que antes eram comuns podem indicar os primeiros sinais de alerta.

Quando o comportamento da criança ou do jovem é significantemente desviante das expectativas tanto do desenvolvimento quanto das normas sociais, deve ser acionada a ajuda de um profissional para corrigir essas falhas.

Nesse contexto, é extremamente importante que o psicólogo dê atenção às questões de desenvolvimento dessas faixas etárias, cruciais para o sucesso de um trabalho cognitivo-comportamental.

TÉCNICAS

Entre as técnicas da terapia cognitivo-comportamental utilizadas para o tratamento dos transtornos de comportamento infanto-juvenis, constam a reversão de hábitos para aumentar a percepção do paciente sobre cada episódio que traz desconforto e gerar a capacidade de interromper esse ciclo com uma resposta mais adequada.

Aumentar a consciência para identificar os fatores desencadeantes e as sequências de acontecimentos associados a determinado sintoma ou comportamento também faz parte das intervenções. Assim como o monitoramento e o registro de cada ocorrência e a utilização de uma resposta adequada para controlar a reação.

O controle do estresse também é utilizado na TCC para o tratamento dos transtornos de comportamento infanto-juvenis, por meio do ensinamento de maneiras eficientes de respiração, relaxamento muscular e técnicas cognitivas para ajudar o controle da angústia.

RECURSOS

Abordando temas delicados de forma lúdica e dialogando com o imaginário das crianças e dos adolescentes, os jogos são recursos importantes que podem ser utilizados no tratamento dos transtornos de comportamento infanto-juvenis.

Um exemplo é o ‘Jogo das atitudes – Identifique e module comportamentos’, de autoria da psicóloga Sonia Moretti e publicado pela editora RIC Jogos.

O objetivo dessa ferramenta é a identificação de comportamentos assertivos e inassertivos, para que o paciente compreenda as consequências positivas e negativas de suas atitudes. Dessa forma, o conteúdo facilita o processo de modulação comportamental através das possíveis reflexões propostas pelo terapeuta.

Indicado para o público a partir dos 7 anos de idade, deve ser jogado com no mínimo duas e no máximo quatro pessoas. Entre os elementos disponibilizados, estão tabuleiro, dado e cartas de atitudes boas e de atitudes ruins.

Outro jogo de tabuleiro da RIC Jogos que pode ser utilizado como recurso no tratamento de transtornos de comportamento infanto-juvenis é o ‘Aventuras pelo espaço – Uma viagem para o desenvolvimento emocional’, que transforma situações/problemas em metáforas encantadas conduzidas pelos personagens Hélio e Luna.

Trata-se de uma maneira divertida de acessar o mundo infanto-juvenil, viabilizar a inserção da garotada no processo terapêutico e ajudá-la a lidar com suas emoções e dificuldades. Foi desenvolvido pelas psicólogas Isadora Pilger e Martha Ludwig a partir de conceitos da TCC para utilização no contexto clínico.

Éindicado para diferentes demandas, pois pode ser um meio de diálogo sobre as possíveis dificuldades sociais entre pares e familiares ou mesmo para identificar a situação ativadora dos pensamentos, emoções e comportamentos da garotada.

Ambos os jogos estão disponíveis para compra no site www.ricjogos.com.br.

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